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Valeu Rubens!

janeiro 19, 2012 Deixe um comentário

ImagemO GP do Brasil de 2011 pode entrar para a história do automobilismo mundial e principalmente Brasileiro, confesso que gostaria que essa data chegasse somente no final de 2012, quando Rubens Barrichello anunciasse a sua aposentadoria. 
Poucas pessoas podem realmente falar sobre F1 e menos pessoas ainda podem falar sobre Rubens. Lito Cavalcanti e Reginaldo Leme são algumas delas, alguns fizeram uma infeliz comparação de Barrichello com Patrese… Enfim, Rubens foi muito mais. Habilidoso, persistente e muito, mas muito técnico. Poucos sabem que ele teve pontos suficientes para ser campeão nas temporadas de 2002 e 2004, se não fosse o jogo de equipe, provavelmente teríamos um bicampeão mundial se aposentando no dia de hoje. Mas isso pode também ser conseqüência de um erro que ele cometeu durante sua carreira ao escolher a Ferrari ao invés da McLaren, talvez o único erro em sua grande carreira. 
Escolher a Honda ao sair da Ferrari não foi um erro, pois a equipe prometia um grande carro e a sua história no automobilismo passava toda a credibilidade da equipe Honda ser a próxima grande equipe da época, o que não aconteceu.
Barrichello sempre chamou a atenção, nunca foi mais um entre tantos, foi essencial para manter o país na F1, outros tantos brasileiros passaram por lá e saíram pela porta de trás sem nem ao menos serem lembrados. Rubens foi diferente.
No seu ano de estréia com o fraco carro da Jordan, que vivia com problemas no fraco motor, ele não pode fazer muito, apenas no GP da Europa, seu terceiro GP, em que chovia muito, largou em 12° já era o 4° colocado no final da primeira volta. Em seu segundo ano de F1 fez o terceiro lugar no GP do Pacífico no Japão, conquistou ainda a sua primeira Pole-Position em nada mais nada menos que Spa-Francorchamps.
Lembro também de grandes corridas com a Stewart, com o fraco motor, em Mônaco, Canadá e Áustria, boa parte delas ótimos resultados e ultrapassagem embaixo de muita chuva, habilidade extrema de Rubens.
Na Ferrari, todos sabem o que ocorreu, só precisamos lembrar que ele esteve constantemente entre os 4 primeiros colocados.
Em 2009, pela Brawn GP, Rubens teve a única e última grande chance, pós Ferrari, de fazer um campeonato limpo, sem grandes intervenções da equipe. Digo isso pois ele passou meia temporada lutando com que a equipe fizesse pequenas alterações nos freios e na suspensão de seu carro, ajustes que ao serem realizados, possibilitou Rubens em ganhar corridas e fazer poles.
Rubens Barrichello, Brasileiro, 326 GP’s, 68 Podiums, 14 Pole-Positions, 17 voltas rápidas e 19 anos de muita raça e talento para se manter competitivo na F1, reconhecido lá fora, “vilão” para os ignorantes do seu país.
O capacete azul e branco entrou para a história. 

Valeu Barrichello!!!

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