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Posts Tagged ‘Força Aérea Brasileira’

Obama no Brasil

Obama chegou hoje (19/03) no Brasil com a agenda lotada em diversos compromissos e assinaturas de acordos nos mais variados setores.

Segundo a staff dos dois governos, o projeto F-X será tratado como assunto de segundo plano… será?

Indícios de que o governo americano, alem de oferecem um vantajoso acordo off-set e compensações comerciais, também ofereceria brindes gordos para a Marinha Brasileira, em torno de 11 navios.

Isso tudo sem mencionar, que recentemente a Boeing demonstrou um caça F-18 Super Hornet voando com bicombustível e em cores verdes. O jato foi abastecido com uma mistura de 50/50 do combustível aeronáutico verde” derivada do óleo camelina e combustível de aviação à base de petróleo.

F/A-18 Green Hornet

“Green Hornet”

A nova política americana quer aproximar os dois países e tenho certeza de que eles não vão poupar esforços para fechar os acordos que eles consideram como essenciais, como o F-X.

Em breve, teremos novidades por aí!

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FAB e os cortes orçamentários

Essa semana o assunto mais badalado no meio militar Brasileiro, foram os cortes nos orçamentos das forças armadas, em especial na FAB.

O programa F-X2 que já se arrasta há 10 anos, está na mira da Presidente e para piorar, os cortes podem atingir os atuais meios aéreos da FAB.

Especula-se que os 12 Mirage 2000 B/C do 1° GDA, que seriam aposentados em meados de 2015, possam ser retirados de serviço já em 2011 por falta de verbas, deixando a primeira linha de defesa aérea do país novamente desprotegida.

Se isso ocorrer, voltamos a depender somente dos F-5 modernizados para a defesa aérea do país, bem como as demais missões rotineiras.

Em números, dos atuais 58 caças (F-5M + Mirage 2000) cairiamos para 46 caças capazes de realizar esse tipo de missão, logo que o A-1 (AMX) é um avião de ataque estratégico. Os atuais 46 F-5M estão divididos em 4 esquadrões, Canoas (1), Santa Cruz (2) e Manaus (1).

Com o remanejamento de caças para o 1° GDA, esse número subiria para 5 esquadrões, sendo que estes já sofrem com os ciclos de manutenção que em média tem 8-10 caças parados em manutenção completa. Portanto, são em torno de 35 caças para 5 esquadrões, 7 caças por esquadrão, sendo que cada esquadrão tem que manter 2 caças de prontidão e tem cerca de 2 deles em manutenção menores. Com isso restariam apenas 3 caças para realizar as demais missões e manutenção operacional.

Até o F-X2 chegar em definitivo, esse seria o cenário da FAB, com baixa operacionalidade e baixo número de horas de vôo e treinamento de seus pilotos.

Cenário esse que não combina com um país que almeja o conselho de segurança da ONU e que não permite o país falar “não” quando for necessário.

Seja lá qual for o resultado do F-X2, que seja rápido, pois em 2014 e 2016 teremos pouca ou nenhuma defesa aérea nos principais eventos internacionais que esse país já sediou.